O Que Significa Espessamento Dos Bronquios?

O Que Significa Espessamento Dos Bronquios

O que quer dizer espessamento brônquico?

APRIMORAMENTO Curso de diagnóstico por imagem do tórax. Capítulo VI – Diagnóstico por imagem na bronquiectasia Arthur Soares de Souza Junior Professor Assistente da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto; Médico do Instituto de Radiodiagnóstico Rio Preto; Chefe do Serviço de Imagem da Santa Casa de São José do Rio Preto Endereço para correspondência Siglas e abreviaturas utilizadas neste trabalho TCAR – Tomografia computadorizada de alta resolução TC – Tomografia computadorizada PA – Pressão arterial INTRODUÇÃO Bronquiectasia é uma dilatação irreversível do brônquio decorrente de mecanismos diversos.

  1. Como esta é uma definição morfológica, os métodos de imagem têm importante papel no diagnóstico de bronquiectasia tendo, com o decorrer do tempo, se tornado mais acurados e menos invasivos e sendo úteis para a detecção da doença em seus diferentes estágios.
  2. Embora a radiografia simples de tórax seja, na maioria das vezes, o primeiro método de imagem solicitado para avaliação de pacientes com suspeita de bronquiectasia, este exame apresenta limitações para o diagnóstico da doença, mesmo em estágios avançados.

Ao contrário da radiografia simples de tórax, a tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) apresenta alta sensibilidade para o diagnóstico de bronquiectasia e representa um grande avanço em relação às outras técnicas existentes (1), A prevalência de bronquiectasia é o espelho da condição socioeconômica da população, permanecendo como causa importante de morbidade e mortalidade em países subdesenvolvidos.

Como a maioria dos estudos são baseados em achados radiográficos, os dados epidemiológicos de freqüência e de distribuição devem ser vistos com reserva, já que podem ser subestimados devido às limitações do método (2), MÉTODOS DE IMAGEM RADIOGRAFIA DE TÓRAX É um exame com limitações importantes para o diagnóstico de bronquiectasia.

Há estudos que mostram que em pacientes portadores de bronquiectasia confirmada por broncografia são observadas alterações radiográficas em menos de 50% dos casos (3) e que em pacientes com diagnóstico de bronquiectasia confirmado por TC em nenhum deles foram detectadas alterações na radiografia simples do tórax (4),

Apesar das deficiências da radiografia de tórax na detecção de bronquiectasia, é importante o conhecimento dos achados que podem levar à suspeita desta doença. Como os trajetos dos brônquios e dos ramos da artéria pulmonar são contíguos e paralelos, a inflamação peribrônquica torna os contornos dos vasos menos nítidos, particularmente nas bases.

Pode ocorrer associação com redução volumétrica. Quando a inflamação se agrava e ocorre fibrose, as paredes brônquicas se tornam visíveis, formando linhas paralelas (trilhos de trem), que podem ser melhor apreciadas nas regiões basais na radiografia do tórax em PA ( Figura 1 ) e no lobo médio e língula na radiografia em perfil ( Figura 2B ).

  1. Quando vista de frente a via aérea bronquiectásica aparece como imagem anelar, principalmente nos campos médio e superior ( Figura 2A ), onde a maioria dos brônquios apresentam curso paralelo aos raios X.
  2. O brônquio dilatado e cheio de secreção pode apresentar aparência nodular ou tubular ( Figura 3 ) e, algumas vezes, a aparência em “dedo de luva”, tipicamente vista nos pacientes com impactação mucóide, portadores de aspergilose broncopulmonar alérgica ( Figura 4 ).

Nas bronquiectasias císticas múltiplas, podem aparecer imagens areolares de paredes finas, algumas vezes apresentando conteúdo com nível hidroaéreos ( Figura 5 ). Os achados adicionais, embora não específicos, porém freqüentes, são atelectasia subsegmentar e opacidade peribrônquica, com distribuição em retalho.

Pode ocorrer lesão consolidativa, embora não seja freqüente lesão consolidativa extensa ( Figura 6 ). O volume do lobo pulmonar acometido por bronquiectasia apresenta-se variável, podendo ocorrer hiperinsuflação generalizada, redução volumétrica discreta ou até atelectasia completa ( Figuras 2 e 7 ).

Processos infecciosos de repetição das vias aéreas bronquiectásicas podem resultar em reação pleural. Entretanto, é rara a ocorrência de doença pleural extensa, a não ser que esteja associada a empiema. Nos pacientes com fibrose cística, áreas focais de espessamento pleural nas regiões posteriores dos ápices pulmonares são achados quase sempre presentes (5), BRONCOGRAFIA Atualmente broncografia é uma técnica virtualmente obsoleta, embora haja alguns poucos relatos da utilidade da broncografia com broncofibroscópio, utilizando contraste iodado hidrossolúvel não iônico (6), Poucos centros utilizam esta modalidade de diagnóstico e não existem informações convincentes que sugiram que a broncografia realizada desta maneira permita qualquer informação diagnóstica adicional na suspeita de bronquiectasia em comparação com a TCAR (7),

TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA DE ALTA RESOLUÇÃO (TCAR) A primeira descrição dos achados tomográficos de bronquiectasia foi feita por Naidich et al. em 1982 (8) e, desde então, tem sido mostrada a superioridade marcante da TCAR sobre os outros métodos de imagem para o diagnóstico de bronquiectasia. O protocolo mais simples e mais utilizado usa cortes com 1 a 1,5mm de colimação, com incremento de 10mm, desde os ápices até as bases pulmonares, em inspiração, utilizando filtro de alta resolução espacial para reconstrução das imagens ( Figura 8 ).

Podem ser necessários cortes com incremento de 5mm para melhor avaliação de determinadas regiões. Quando ocorre bronquiectasia unilateral ou localizada (lobar), a anatomia brônquica deve ser estudada cuidadosamente através de cortes de 3 a 5mm contíguos ou cortes no modo helicoidal com 3mm de colimação e pitch 1,5 e construção das imagens com 3mm, para afastar a possibilidade de lesão brônquica obstrutiva, particularmente carcinoma brônquico ( Figura 9 ).

Para melhor avaliação dos brônquios da língula e do lobo médio, que apresentam curso oblíquo, obtém-se bom resultado com cortes angulados, com angulação cranial (acima de 25 graus) do gantry, que permitem a obtenção de imagens no longo eixo do brônquio, evitando assim diagnóstico falso-positivo de bronquiectasia ( Figura 10 ).

Nos casos de dúvida, realizam-se cortes expiratórios ( Figura 11 ) em áreas representativas. Quando a doença é difusa, tomam-se imagens expiratórias com a menor colimação possível e com incremento variando de 20 a 30mm de incremento. Quando a bronquiectasia é focal, realizam-se cortes expiratórios na região acometida.

  • O tempo para aquisição de imagem deve ser o menor possível – preferencialmente abaixo de 1 segundo – para minimizar os artefatos de movimento respiratório e outros involuntários, como os causados pelas pulsações, particularmente as cardíacas.
  • As imagens são obtidas em posição supina, mas algumas vezes existe a necessidade de obtenção de imagens com o paciente em posição prona para melhor demonstração da doença.

A seleção dos números da abertura e nível da janela para documentação da TCAR têm efeito definitivo na aparente dimensão das estruturas (9), Dados da janela incorretos podem afetar a avaliação da espessura das paredes dos brônquios. Não existe números definitivos que possam ser recomendados, devido à diferença entre os equipamentos de TC e a preferência individual, mas geralmente o nível da janela deve ficar entre –400 e –950H e a abertura entre 1.000 e 2.000H.

Com nível de –750H e abertura de 1.500H, geralmente pode-se obter bom resultado na pesquisa de bronquiectasia e de doenças intersticiais que eventualmente possam estar associadas. Em pacientes pouco cooperativos ou que apresentem artefato de pulsação muito significativos a tomografia helicoidal ( Figura 12 ) pode ser utilizada, já que com este método os artefatos podem ser minimizados e, sem dúvida, no futuro terá papel muito importante no diagnóstico de bronquiectasia.

Já há estudos que mostram as vantagens da tomografia computadorizada volumétrica no diagnóstico da bronquiectasia sobre a TCAR, inclusive com maior nível de concordância entre os observadores (10), Entretanto, há também estudos com resultados contrários (11) e, atualmente, a TCAR ainda é o método de escolha para o diagnóstico de bronquiectasia.

  1. Como por definição bronquiectasia é uma dilatação irreversível da via aérea, o achado tomográfico mais importante é o aumento do calibre do brônquio ( Figura 13 ), independente da ocorrência de espessamento das paredes brônquicas.
  2. Em indivíduos normais, o diâmetro do brônquio, em qualquer nível, é aproximadamente o mesmo da artéria pulmonar companheira ( Figura 8 ).

O diagnóstico de aumento do calibre do brônquio pode ser feito por comparação com o diâmetro da artéria pulmonar companheira, perpendicular ao corte da TC. Nas condições em que o brônquio está dilatado, a combinação com a imagem da artéria pulmonar companheira dá a aparência típica de “anel de sinete” ( Figura 14 ).

  • Pequena discrepância entre o brônquio e a artéria pode ocorrer em indivíduos normais.
  • Além disso, existem outros fatores que podem determinar variação temporária ou permanente no diâmetro da artéria pulmonar, como por exemplo o shunt cardíaco esquerdo-direito ( Figura 15 ), que determina aumento da perfusão e do calibre das artérias pulmonares, enquanto que hipoventilação por qualquer causa de uma região pulmonar cursa com vasoconstrição hipóxica.

Assim o aumento do calibre isolado do brônquio, quando comparado com a artéria, pode eventualmente não representar bronquiectasia, principalmente na ausência de espessamento das paredes brônquicas. É muito importante para definirmos o diagnóstico de bronquiectasia a comparação do calibre dos brônquios e artérias em áreas adjacentes ou na mesma altura do pulmão contralateral.

  1. Quando a via aérea fica paralela ao plano de corte, o diagnóstico de bronquiectasia, é realizado porque o brônquio deixa de apresentar redução progressiva de seu calibre ( Figura 16 ), produzindo imagem em “trilhos de trem” e muitas vezes alcançando a periferia pulmonar.
  2. Estas vias aéreas podem ser visíveis na periferia devido ao espessamento de suas paredes ( Figura 17 ).

São reconhecidos três tipos morfológicos de bronquiectasia (12), ou seja, cilíndrica, varicosa e cística. Bronquiectasia cilíndrica é o padrão morfológico mais comum identificado na TC. Bronquiectasia varicosa é caracterizada por sua aparência serpeante e com contornos internos corrugados ( Figura 18 ) e a bronquiectasia cística (ou sacular), pela presença de imagens císticas de paredes finas, algumas vezes apresentando nível hídrico em seu interior.

  • Na bronquiectasia cística grave, a artéria pulmonar companheira pode estar obliterada ( Figura 19 ).
  • Quando as imagens da bronquiectasia varicosa são obtidas perpendicularmente ao brônquio, podem apresentar aspecto de bronquiectasia cilíndrica ou cística, já que a corrugação do brônquio pode não ser avaliada.

Bronquiectasias varicosas e císticas são consideradas manifestações de doença mais avançada, mas, em termos de diagnóstico, a distinção entre estes tipos provavelmente não é de maior importância (13), Espessamento das paredes brônquicas é achado freqüente, porém inconstante em bronquiectasia.

  1. Pequeno espessamento das paredes brônquicas é visto em normais, asmáticos, nas infecções virais do trato respiratório inferior e em fumantes assintomáticos (13),
  2. Segundo Remy-Jardin et al.
  3. 14), a parede do brônquio é espessada quando apresenta calibre duas vezes maior que o brônquio normal, enquanto que Diedrich et al.
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(15) consideram a parede brônquica espessada quando a luz do brônquio representa menos que 80% do seu diâmetro externo. Os dois métodos apresentam falhas; no primeiro pode não haver brônquio normal adjacente para comparação e, no segundo, uma dilatação importante do brônquio, quando ocorre, pode tornar o método falho.

  • É a presença do espessamento das paredes brônquicas ou do conteúdo em seu interior que possibilitam a visibilização das vias aéreas na periferia do pulmão, já que as vias aéreas não são visíveis a 2cm da pleura na periferia dos pulmões, porque suas paredes estão abaixo da resolução da TCAR (16),
  • Secreções no interior de vias aéreas bronquiectásicas, em geral, são facilmente reconhecidas, principalmente vias aéreas maiores, pois aparecem como opacidades nodulares lobuladas ou ramificadas ( Figura 4 ).

Muitas vezes existe associação com doença de pequenas vias aéreas, com aparecimento de opacidades centrolobulares nodulares ou em “árvore em brotamento” ( Figura 20 ). Existe associação nestes casos com “perfusão em mosaico” e com aprisionamento aéreo.

Estes achados de doença das pequenas vias aéreas são mais comuns em lobos que apresentam doença bronquiectásica grave, mas podem ocorrer em lobos que não mostram sinais tomográficos de bronquiectasia. Kant et al. (17) encontraram sinais tomográficos de perfusão em mosaico em mais de 50% dos lobos que foram posteriormente ressecados por bronquiectasia, dos quais 85% apresentavam patologicamente sinais de bronquiolite obliterativa.

Estas áreas hipoatenuantes podem ser confundidas com enfisema. A associação de bronquiectasia com enfisema é incomum, particularmente nas bases, ficando restrito a poucos casos de deficiência de alfa-1 antitripsina (18) ( Figura 21 ) e síndrome de Swyer-James (MacLoud).

  • É freqüente a ocorrência de redução volumétrica do lobo pulmonar com bronquiectasia, que pode ser melhor vista nos lobos inferiores, pela presença de aglomerado de brônquios e deslocamento da cissura.
  • Pode ocorrer atelectasia completa do lobo com bronquiectasia ( Figura 7 ).
  • O diagnóstico de bronquiectasia, nos brônquios aumentados de calibre, nas consolidações lobares ( Figura 22 ) e lobos agudamente colapsados, deve ser feito com reservas, já que nestas condições os brônquios podem readquirir calibre normal (19),

Distorção e dilatação dos brônquios segmentares e subsegmentares são achados freqüentes nos portadores de fibrose pulmonar intersticial ( Figura 23 ), ou fibrose por outra causa, e são chamadas de bronquiectasia de tração (20), ARTERIOGRAFIA BRÔNQUICA Bronquiectasia é fonte freqüente de sangramento e pode levar a morte.

  • A arteriografia seletiva brônquica quando realizada no momento do sangramento pode fazer o diagnóstico do local de sangramento, que também pode ser feito pelo broncofibroscópio.
  • O papel mais importante do cateterismo seletivo é a possibilidade de embolização da artéria sangrante ( Figura 24 ), assim tornando possível estancar a hemoptise e muitas vezes salvar vidas.

Dependendo do calibre da artéria pode-se utilizar mola de Gianturco, mas, na maioria das vezes o material usado é a cola biológica. Existe alta incidência de desenvolvimento de colaterais, dependendo do material utilizado e do vaso embolizado. Outras embolizações podem ser realizadas na recidiva do sangramento.

  • AGRADECIMENTO Aos que possibilitaram este projeto: Profª.
  • Thaís Helena Queluz pelo convite, Eliane Maria Alves pela colaboração na secretaria e a Alberto Soares Souza pelas fotografias.
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O que causa espessamento brônquico?

Por que a bronquiectasia acontece? – São vários os fatores que podem desencadear a doença. Na maioria das vezes, ela é causada por episódios repetidos de infecção pulmonar, como pneumonia ou tuberculose. Asma aguda e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica ( DPOC ) igualmente costumam estar associadas à ocorrência da bronquiectasia.

Obstrução ou bloqueio das vias respiratórias após inalação de algum corpo estranho;Doenças genéticas, como discinesia ciliar primária (DCP)Doenças em que o sistema imunitário é afetado, como doenças reumatológicas, HIV e retocolite ulcerativa.

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Qual o tratamento para espessamento brônquico?

Tratamento – O tratamento primeiramente envolve o manejo da causa da bronquiectasia, assim pacientes com aspergilose broncopulmonar alérgica podem ser tratados com glicocorticoides e antifúngicos. Alguns pacientes têm bronquiectasias secundárias à infecção por micobactérias que devem ser tratadas. Nos pacientes com imunodeficiências pode ser necessário o uso de imunoglobulina venosa hiperimune. O diagnóstico de exacerbações agudas é baseado em critérios clínicos. Infecção bacteriana é responsável pela maior produção de escarro, aumento da purulência; dispneia com ou sem queixas sistêmicas deve-se acrescentar que a definição de exacerbação aguda nesses pacientes é mais difícil do que em pacientes com DPOC, pois o expectorado é cronicamente purulento. O tratamento depende do quadro geral do doente, com antibiótico parenteral em formas graves e via oral em doentes com quadro geral estável. Quinolonas respiratórias como levofloxacina, moxifloxacina ou ciprofloxacina são, em geral, a terapia de escolha inicial. A duração em geral é de 7-14 dias em pacientes sem complicações ou com história de poucas exacerbações. Doentes que não melhoram ou que pioram após 48 a 72 horas de terapia devem colher escarro para avaliar a flora e seu perfil de resistência. Para pacientes com micro-organismos resistentes, como Pseudomonas aeroginosa, a preferência é de 14 dias de antibioticoterapia. O escarro para identificar o micro-organismo pode auxiliar o manejo desses pacientes. Hospitalização é indicada para tratamento de exacerbações que apresentem critérios que incluem: -Frequência respiratória > 25 i.r.m;

  • -Hipotensão;
  • -Febre persistente;
  • -Hipoxemia (SaO 2 < 92%);
  • -Falha em melhorar com antibioticoterapia oral.

O papel do uso crônico de antibióticos é duvidoso. Os micro-organismos mais comuns na exacerbação aguda incluem H. influenzae (29-42%), Pseudomonas aeroginosa (13-31%) e Streptococos pneumoniae (6-13%), a Moraxella Catarrahalis também está sendo uma etiologia frequente.

  1. Existem cinco estratégias aceitáveis definidas pela literatura para prevenção de novos quadros infecciosos: 1-Antibiótico diário, exemplo ciprofloxacina 500-1500mg ao dia em duas ou três doses, alternativamente pode-se utilizar por duas semanas no mês.
  2. Atualmente os estudos favorecem o uso de macrolídeos.2-Uso de duas ou três vezes semanais de um antibiótico da classe dos macrolídeos.

A maior parte da literatura recomenda o uso de macrolídeos como a azitromicina 500 mg três vezes por semana, quando os pacientes apresentam duas ou mais exacerbações por ano.3-Uso diário de antibiótico via oral que não os macrolídeos em alta dose como a amoxacilina (1-2 gramas ao dia em duas ou três doses divididas) a indicação também é quando os pacientes apresentam pelo menos três exacerbações ao dia.4-Antibiótica via aerossol como a tobramicina (300mg duas vezes ao dia).

Outra opção é a gentamicina 80 mg duas vezes ao dia. Outra opção é colistina aerolisada.5-Uso intermitente de antibioticoterapia por via oral. Ainda assim, apesar de alguns estudos, não existe evidência em longo prazo e de eficácia em relação a desfechos de maior relevância. A partir da higiene brônquica com hidratação e nebulização recomenda-se manter o doente bem hidratado e realizar nebulizações com acetilcisteína, alguns estudos avaliaram o uso de salina hipertônica, mas o benefício não foi demonstrado em estudos.

O uso de broncodilatadores pode ser útil na coexistência de DPOC ou em asmáticos, mas ainda não apresenta papel definido nesses pacientes e são reservados para exacerbações agudas. Fisioterapia respiratória 3 a 4 vezes ao dia pode auxiliar, mas a evidência ainda é pobre.

  • O uso de corticosteroides sistêmicos (oral ou intravenoso) nas bronquiectasias é limitado, pois pode causar muito mais efeito maléfico do que benéfico.
  • Entretanto, em exacerbações agudas, associadas à antibiotico­terapia, prednisona por no máximo 10 a 14 dias pode ser útil em acelerar a recuperação (dose inicial de 20 a 30mg/dia com doses decrescentes).

O uso de corticosteroides inalatórios em um estudo demonstrou melhora na função pulmonar e na redução da produção de escarro. A fluticasona em dose de 250-500 mcg duas vezes ao dia é uma boa opção terapêutica já avaliada em trabalhos específicos. Várias complicações podem ocorrer em doentes com bronquiectasias, tais como, amiloidose secundária, broncoespasmo, hipoxemia com necessidade de oxigênio domiciliar e cor pulmonale,

  1. Entretanto, a hemoptise é a maior característica da bronquiectasia.
  2. Devido à neovascularização (com circuito arterial), os doentes podem ter hemoptises volumosas, eventualmente ameaçadoras à vida.
  3. O tratamento consiste de suporte hemodinâmico, respiratório (intubação, se necessária) e tratamento específico para o sangramento.
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A tomografia de cortes finos e a broncoscopia podem localizar o segmento ou lobo sangrante e ajudar a guiar uma eventual loboctomia. Entretanto, o melhor tratamento é a embolização através da canulação de artérias brônquicas (radiologia intervencionista).
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O que é espessamento das paredes brônquicas compatível com Broncopatia inflamatória?

Perguntas sobre Broncopatias – Trata-se de uma inflamação nas pequenas vias aéreas chamados de bronquíolos. É necessária uma avaliação médica em que se possa entender os antecedentes patológicos de sua irmã e os sintomas associados.1 respostas Olá! O achado de broncopatia é inespecífico, não dá para saber se surgiu do covid ou por outras razões.1 respostas Olá! Imagino que você viu a palavra “broncopatia” no laudo de algum exame.

  1. Nesse caso, não necessariamente significa doença ou indicação de algum tratamento.
  2. Uma pneumologista pode ajudar, analisando 1 respostas Para quem tem Enfisema estas alteraçoes descritas nao sao comuns,
  3. Preciso olhar esta Tomografia 1 respostas Olá, recomendo que você procure um pneumologista logo que possível.

Fico torcendo para que não seja nada grave! 1 respostas Olá! Precisa de avaliação médica. Todo nódulo deve ser acompanhado baseado na sua história clínica (sintomas, cigarro e história de câncer na família), para depois definir se é algo que preocupa 1 respostas Olá.

  1. Este termo, bronqueopatia, significa alguma doença dos brônquios, mas não é específico.
  2. As vezes não é nada.
  3. É como dizer que tem cardiopatia, que significa doença do coração, mas 1 respostas Olá! Cansaço após COVID-19 pode durar até 6 meses em casos leves e até 1 ano em casos moderados/graves.
  4. Primeiro, complicações pulmonares e cardíacas devem ser descartadas,

Segundo, caso o cansaço 1 respostas Olá! Broncopatia é uma alteração observada na tomografia de tórax que indica que os Brônquios (estruturas responsáveis por levar as aos pulmões) estão inflamados (inchados). Isto pode acontecer 1 respostas Olá! Significa que há alguma inflamação nos brônquios e isto pode acontecer por uma série de motivos como asma, bronquite pelo cigarro, infecções pulmonares, entre outros.
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O que é espessamento no escarro?

A bronquiectasia é um alargamento (dilatação) irreversível de porções dos dutos respiratórios ou vias aéreas (brônquios) resultante de lesão na parede das vias aéreas.

A causa mais comum são as infecções respiratórias graves ou repetidas, frequentes em pessoas que já tinham algum problema nos pulmões ou com o sistema imunológico. A maioria das pessoas desenvolvem tosse crônica e algumas também tossem sangue e têm dor torácica e episódios recorrentes de pneumonia. Radiografias e tomografia computadorizada do tórax e testes de respiração são realizados para determinar a extensão e gravidade da doença. Muitas vezes as pessoas são tratadas com medicamentos inalatórios, antibióticos e outras medidas para suprimir e eliminar o acúmulo de muco.

A bronquiectasia pode ocorrer quando certos quadros clínicos:

causam lesão direta na parede brônquica causam lesão indiretamente, interferindo nas defesas normais das vias aéreas

As defesas das vias aéreas incluem a camada de muco e projeções minúsculas (cílios) sobre as suas células de revestimento. Esses cílios balançam para trás e para a frente, movendo a fina camada líquida de muco que normalmente reveste as vias aéreas. Partículas nocivas e bactérias presas nessa camada de muco são transportadas até a garganta e expelidas pela tosse ou engolidas.

Seja a lesão na via aérea direta ou indireta, áreas da parede brônquica são danificadas e ficam inflamadas cronicamente. A parede brônquica inflamada torna-se menos elástica, fazendo com que as vias aéreas afetadas tornem-se alargadas (dilatadas) e com que surjam pequenas protuberâncias ou bolsas semelhantes a pequenos balões.

A inflamação também aumenta as secreções (muco). Como as células ciliadas são danificadas ou destruídas, essas secreções se acumulam nas vias aéreas dilatadas e tornam-se terreno fértil para as bactérias. As bactérias danificam ainda mais a parede brônquica, levando a um círculo vicioso de infecção e danos às vias aéreas.
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O que a bronquiectasia pode causar?

O tratamento de bronquiectasias é essencial não apenas para minimizar seus sintomas, mas também para evitar que a doença progrida e surjam outras complicações ainda mais graves. Bronquiectasias é uma dilatação anormal e irreve rsível dos brônquios, geralmente associada a lesões graves e repetidas na parede das vias aéreas e no parênquima pulmonar.

  • Se não for tratada adequadamente, a doença pode levar a quadros graves de insuficiência respiratória crônica e até mesmo à morte.
  • As bronquiectasias apresentam inúmeras causas e as de origem hereditária, como a fibrose cística, tendem a ser mais graves.
  • Neste artigo, mostraremos como funciona o tratamento de bronquiectasias e em que casos é indicada a cirurgia.

Abordaremos também os seus principais sintomas, com o objetivo de facilitar o diagnóstico precoce da doença. Acompanhe!
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O que são os brônquios?

Mariana Varella é editora-chefe do Portal Drauzio Varella. Jornalista de saúde, é formada em Ciências Sociais e pós-graduanda na Faculdade de Saúde Pública da USP. Interessa-se por saúde pública e saúde da mulher. Prêmio Especialistas Saúde 2021 e Prêmio Einstein Colunista +Admirados da Imprensa de Saúde e Bem-Estar 2021 @marivarella O Que Significa Espessamento Dos Bronquios Publicado em: 28 de setembro de 2017 Revisado em: 15 de setembro de 2021 Os brônquios têm como função principal encaminhar o ar a traqueia e aos pulmões. Os brônquios são estruturas tubulares flexíveis e elásticas, que ligam a traqueia aos pulmões e cuja principal função é encaminhar o ar a esses órgãos.

  • Fazem parte do aparelho respiratório juntamente com as fossas nasais, a faringe, a laringe, a traqueia e os pulmões.
  • A traqueia se ramifica em dois brônquios, o direito (mais curto, mais vertical e mais largo) e o esquerdo, que na sua porção extrapulmonar apresentam estrutura muito semelhante à da traqueia (possuem anéis de cartilagem), e são denominados brônquios primários ou de primeira ordem.

Os brônquios primários se dividem e dão origem aos brônquios lobares ou de segunda ordem; cada um desses brônquios é responsável por suprir um lobo do pulmão (há três no pulmão direito e dois no esquerdo). Os brônquio lobares, por sua vez, se ramificam em segmentares ou de terceira ordem. Essas estruturas têm musculatura lisa disposta em forma de espiral em torno da estrutura da sua cartilagem. É a contração dessa musculatura que provoca o broncoespasmo visto na asma e na bronquite,

Os brônquios primários penetram os pulmões pelo hilo pulmonar, e dentro de cada pulmão, começam a se dividir em tubos cada vez menores até darem origem aos bronquíolos, cujas paredes contém músculo liso e não possuem cartilagem como os brônquios. Os bronquíolos continuam a se ramificar até formarem minúsculos túbulos denominados ductos alveolares.

A ramificação dos ductos alveolares forma os alvéolos, cuja função é realizar a troca gasosa (hematose pulmonar) de oxigênio e dióxido de carbônico por meio da membrana alvéolo-pulmonar. Os alvéolos, quando surgem em grupos, formam os sacos alveolares, estruturas microscópicas que lembram um cacho de uva.
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Quem tem bronquiectasia emagrece?

As principais manifestações em pacientes com bronquiectasia são tosse crônica, febre e expectoração volumosa, purulenta, com odor fétido, o paciente pode apresentar emagrecimento, inapetência, halitose, letargia, prostração e hemoptise.
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Quantos anos vive uma pessoa com bronquiectasia?

Similar ao observado na presente pesquisa, a idade média de pessoas com bronquiectasia em outros estudos varia de 28,7 a 48,0 anos, até 55 anos, período de maior produtividade de suas vidas ( 9, 12 ).
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Como se pega bronquiectasia?

Bronquiectasia Descrição: É definida com uma dilatação anormal e distorção irreversível dos brônquios, em decorrência da destruição dos componentes elástico e muscular de sua parede. Há necessidade da presença de dois elementos: agressão infecciosa e deficiência na depuração das secreções brônquicas.

Assim, quanto maior a virulência do agente agressor e quanto pior as condições de defesa locais e sistêmicas, maior a possibilidade de desenvolvimento de bronquiectasias. Isso, associado à resposta imune do próprio hospedeiro, promove a perpetuação do processo inflamatório local, com posterior destruição da parede brônquica.

Causa: A bronquiectasia pode ser congênita ou adquirida. Para surgir é necessário ter agressão por uma infecção e a deficiência na limpeza das secreções. Fatores como agressividade do germe causador e os mecanismos de defesa dos pulmões e do organismo influenciam o desenvolvimento da doença.

Com a continuidade dos processos inflamatórios pode ocorrer destruição dos brônquios. Prevenção: O indivíduo com a doença deve receber vacinas contra influenza e o pneumococo. Sintomas: O típico paciente portador de bronquiectasia é aquele indivíduo que apresenta, persistentemente, tosse produtiva, com expectoração mucopurulenta, em grande quantidade, principalmente pela manhã.

A evolução da doença é crônica, meses a anos, e é intercalada por períodos de acentuação dos sintomas, com necessidade de uso freqüente de antibióticos. Tosse crônica e produção de escarro. Tratamento: O tratamento cirúrgico da bronquiectasia é bem indicado nos pacientes com boa reserva funcional pulmonar, em que a doença é localizada e não há melhora dos sintomas com as medidas clínicas e, também, nos pacientes com hemoptises.

  1. Naqueles casos em que a doença é difusa, o tratamento é, tradicionalmente, conservador.
  2. No entanto, nas situações em que o tratamento clínico não está apresentando boa resposta e o indivíduo apresenta determinado segmento pulmonar com maior comprometimento (maior supuração), é discutido se a ressecção dessa região não reduziria os sintomas.

: Bronquiectasia
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O que acontece se não tratar a bronquite?

Pneumonia – A bronquite não tratada pode se agravar e evoluir para a pneumonia, em virtude da infecção se espalhar para outras regiões das vias respiratórias, principalmente, os pulmões. Assim, o órgão começa a acumular muito muco e dificulta a respiração, gerando febre alta, calafrios e, até mesmo, levando à morte.
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O que pode causar a Broncopatia?

A principal causa porém é o tabagismo. A bronquite pode ser causada por vírus, bactérias e outras partículas que irritam os tubos bronquiais. A bronquite crônica também pode estar associada ao tabagismo.
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Como identificar o tipo de bronquite?

Saiba os sintomas da bronquite – Tanto a bronquite aguda quanto a crônica têm a tosse como principal sintoma. Além disso, o paciente pode ter falta de ar, chiado ao respirar, febre e calafrios (mais raros). Na forma aguda, a tosse pode ser seca ou produtiva (com catarro).

cansaço; desconforto no peito; inchaço nos tornozelos, pés e pernas; infecções respiratórias frequentes, como gripes ou resfriados; lábios roxos por causas do baixo nível de oxigênio.

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O que significa pulmão espesso?

A fibrose pulmonar é um grupo de doenças crônicas, raras, não transmissíveis e de causas variadas, que se caracteriza pela cicatrização excessiva do tecido do pulmão, fazendo com que ele fique espesso e rígido. Essa alteração estrutural prejudica a troca gasosa, fazendo com que cérebro, coração e demais tecidos e órgãos não recebam o oxigênio necessário para que funcionem adequadamente.

Inicialmente, a fibrose pulmonar pode ser assintomática. Conforme ela vai evoluindo, o sintoma mais comum é a falta de ar (dispnéia) desencadeada pela atividade física e, posteriormente, ao realizar ações simples, como vestir, tomar banho e falar. Segundo estudos realizados fora do Brasil, a cada 100 mil, uma a duas pessoas podem ser acometidas pela doença,

Por se tratar de um número relativamente baixo, o distúrbio ainda é pouco conhecido pela grande maioria das pessoas. Por este motivo, assim como pelos riscos que a fibrose pulmonar oferece, selecionamos alguns mitos e verdades sobre ela e os esclarecemos para você.
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Quais doenças O exame de escarro detecta?

PRA QUE SERVE O EXAME DE ESCARRO? A análise do escarro, espontâneo ou induzido, possibilita investigar a presença de microorganismos e de células malignas nos pulmões e brônquios. O exame é usado no diagnóstico da tuberculose pulmonar e também pode ser útil no diagnóstico de câncer.
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Qual o antibiótico que é mais usado para quem tem bronquiectasia?

Antibióticos em longo prazo –

  • Pacientes com três ou mais exacerbações por ano com necessidade de uso de antibióticos ou pacientes com menos exacerbações, mas com morbidade significativa, devem ser considerados para uso de antibiótico em longo prazo. Azitromicina, dada três vezes por semana é comprovadamente eficaz em muitos pacientes para prevenção de infecções.
  • Diversos antibióticos podem ser dados por via inalatória, mas alguns são mal tolerados, como a tobramicina e o aztreonam. Um antibiótico antigo, a gentamicina, dada na dose de 80 mg duas vezes ao dia, por um ano, resultou em redução das exacerbações em um estudo, sem desenvolvimento de resistência bacteriana. Um em cada cinco pacientes tem broncoespasmo com seu uso, e recomenda-se que a primeira dose seja feita sob supervisão. Um broncodilatador deve ser usado previamente.
  1. Ressecção pulmonar pode ser considerada em pacientes com doença localizada na qual os sintomas não são controlados com tratamento clínico, ou o tratamento exige medidas continuadas para controle.
  2. Embolização das artérias brônquicas e/ou cirurgia é a primeira linha de tratamento para o manejo de grandes hemoptises.
  3. O transplante pulmonar deve ser considerado em doença avançada, em geral com VEF 1 abaixo de 30% do previsto, e necessidade de uso de O 2 contínuo.

: Bronquiectasias | Medicina Respiratória
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Quem tem bronquiectasia pode fazer caminhada?

Bronquiectasias – esse bicho morde? Por Sheyla Haun Por Sheyla Haun, Fisioterapeuta do Centro de Referência de Fibrose Cística do Hospital Especializado Octávio Mangabeira e membro do Grupo Brasileiro de Estudos em Fibrose Cística (GBEFC) A primeira vez que ouvi esse termo, ainda estudante de fisioterapia, imaginei que esse seria um nome bastante adequado àquelas cobrinhas na cabeça da medusa. Mas, estudando um pouco mais, descobri que bronquiectasia é uma palavra de etimologia grega, bronchus (brônquios) e ektasis (dilatação) e mostra-se na prática como uma condição patológica persistente e progressiva, vista em todas as idades e caracterizada por uma destruição dos componentes elásticos e muscular da parede brônquica, bem como a dilatação anormal e permanente destas.

O paciente apresenta uma expulsão crônica de secreção, originada de traquéia, brônquios e pulmões, através de episódios constantes de tosse. A literatura usa basicamente duas terminologias para determinar a causa das bronquiectasias, aquelas decorrentes da Fibrose Cística e as que são causadas por outras patologias, denominadas não fibrocísticas.

Existem diversas doenças que podem ocasionar o surgimento das bronquiectasias: Pneumonias de repetição, deficiência de imunoglobulinas, doenças auto-imunes, discinesia ciliar, doenças obstrutivas, reumatológicas e outras patologias que ocasionam processos inflamatórios e infecciosos pulmonares.

Mas a apresentação é basicamente a mesma: muita secreção!! Acontece que se nada for feito muitas outras coisas podem ocorrer em decorrência das bronquiectasias: infecções de repetição, exacerbações respiratórias, dispnéia, hemoptises (sangue no escarro), comprometimento da função pulmonar, redução da tolerância ao exercício e até às atividades de vida, comprometimento da musculatura periférica.

Tudo isso pode acarretar uma redução da qualidade de vida e bem estar do paciente. Nem todos os pacientes fibrocísticos tem bronquiectasias. O seu médico pode indicar exames bastante precisos para detectar a presença dessa alteração, se achar que os sintomas que você apresenta sejam compatíveis com a patologia.

Mas uma vez que a bronquiectasia esteja presente o que se deve fazer?? A primeira coisa é entender que seu pulmão precisa estar o mais limpo possível, ou seja, livre de secreção. E para isso você deve caprichar nas técnicas de desobstrução brônquica que o fisioterapeuta do seu Centro de Referência já te ensinou (Drenagem Autógena, Ciclo Ativo da Respiração.

Técnica de Expiração Forçada) e usar os instrumentos de fisioterapia respiratória que você tiver disponível (Shaker, EPAP, EltGol com bocal). Isso já vai ajudar bastante a melhorar a sensação de dispnéia e manter as vias aéreas livres e pérvias para a passagem do ar.

Exercícios físicos aeróbicos também são fundamentais para a melhora e manutenção de uma boa função pulmonar. Você pode fazer o que te agradar mais: caminhar, trotar, correr, funcional, zumba, dança. Desde que te dê prazer e você mantenha regularidade e constância na realização. Em alguns casos pode haver exacerbação e você pode precisar de um antibiótico, mas isso quem vai determinar é seu médico depois de uma criteriosa avaliação.

O mais importante é entender que as bronquiectasias são permanentes e os cuidados com o seu sistema respiratório também devem ser. Manter os pulmões livres de secreção vai proporcionar uma melhor respiração, melhor troca gasosa e, principalmente, melhor qualidade de vida!! Nota importante: As informações aqui contidas tem cunho estritamente educacional.
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Como confirmar diagnóstico de bronquiectasia?

A bronquiectasia consiste na dilatação e destruição de brônquios de grosso calibre causada pela infecção e inflamação crônicas. As causas comuns são: fibrose cística, defeitos imunes e infecções recorrentes, embora em alguns casos pareça ser idiopática.

Os sintomas são tosse crônica e expectoração purulenta, mas alguns pacientes podem apresentar também febre e dispneia. O diagnóstico baseia-se na história e exames de imagem, habitualmente a tomografia computadorizada (TC) de alta resolução, embora as radiografias de tórax convencionais possam ser diagnósticas.

O tratamento e a prevenção das agudizações compreendem broncodilatadores, eliminação de secreções, antibióticos e terapêutica de complicações como hemoptise e outras lesões pulmonares devido a infecções resistentes ou oportunísticas. Quando for possível, é importante tratar as causas subjacentes.

Difusa: afetando muitas áreas dos pulmões Focal: aparecendo em apenas 1 ou 2 áreas pulmonares

A bronquiectasia difusa se desenvolve mais frequentemente em pacientes com defeitos genéticos, imunológicios ou anatômicos que afetam as vias respiratórias. Nos países desenvolvidos, a causa de muitos casos parece ser idiopática, em parte porque provavelmente o início é tão lento que o problema desencadeador não é prontamente evidente no momento em que a bronquiectasia é reconhecida.

Com os exames genéticos e imunológicos aprimorados mais recentes, vários estudos descrevem a descoberta de uma etiologia nesses casos idiopáticos após uma avaliação cuidadosa e sistemática. Defeitos congênitos na depuração mucociliar, como as síndromes de discinesia ciliar primária, também podem ser uma causa, explicando quase 3% casos anteriormente idiopáticos.

Bronquiectasia difusa às vezes complica doenças autoimunes comuns, como artrite reumatoide Artrite reumatoide Artrite reumatoide é uma doença crônica autoimune sistêmica que envolve principalmente as articulações. A artrite reumatoide produz lesões mediadas por citocinas, quimiocinas e metaloproteases. ou síndrome de Sjögren Síndrome de Sjögren A síndrome de Sjögren é um distúrbio inflamatório sistêmico e crônico relativamente comum, autoimune, de causa desconhecida. É caracterizada por xerostomia, xeroftalmia e outras mucosas (síndrome. leia mais, e pode ocorrer no contexto de câncer hematológico, transplante de órgão ou devido à imunodeficiência associada ao tratamento dessas doenças. Bronquiectasias também podem estar relacionadas a doenças mais comuns, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) A doença pulmonar obstrutiva crônica é a limitação do fluxo de ar provocada por resposta inflamatória a toxinas inalatórias, frequentemente fumaça de cigarro. (DPOC), asma Asma A asma brônquica é uma doença caracterizada por inflamação difusa das vias respiratórias, desencadeada por diversos estímulos deflagradores, que resulta em broncoconstrição parcial ou completamente. leia mais ou broncoaspiração recorrente crônica. ). A bronquiectasia difusa ocorre quando um distúrbio causador desencadeia a inflamação das vias respiratórias de pequeno e médio calibre, liberando mediadores inflamatórios a partir dos neutrófilos intraluminais. Os mediadores inflamatórios destroem a elastina, a cartilagem e o músculo nas vias respiratórias de grosso calibre, resultando em broncodilatação irreversível.

  1. Simultaneamente, nas vias respiratórias inflamadas de pequeno e médio calibre, os macrófagos e linfócitos formam infiltrados que engrossam as paredes das mucosas.
  2. Esse espessamento provoca a obstrução das vias respiratórias frequentemente observada durante os testes de função pulmonar.
  3. Com a progressão da doença, a inflamação se espalha além das vias respiratórias, causando fibrose do parênquima pulmonar circundante.

O fator que leva à inflamação das vias respiratórias de pequeno calibre depende da etiologia da bronquiectasia. Contribuintes comuns incluem o prejuízo na desobstrução das vias respiratórias (em razão da produção de muco viscoso espesso na fibrose cística, falta de motilidade ciliar na discinesia ciliar primária (DCP) ou danos aos cílios e/ou vias respiratórias secundários à infecção ou à lesão) e defesas prejudicadas do hospedeiro; esses fatores predispõem os pacientes à infecção e inflamação crônicas.

No caso da deficiência imunitária (particularmente a imunodeficiência variável comum), a inflamação autoimunitária também pode contribuir. A bronquiectasia focal geralmente ocorre quando uma via respiratória de grosso calibre torna-se obstruída. A incapacidade resultante de remover secreções leva a um ciclo de infecção, inflamação e danos nas paredes das vias respiratórias.

O lobo médio direito na maioria das vezes está envolvido, porque seu brônquio é pequeno e angulado e tem linfonodos próximos. Linfadenopatia decorrente de infecção micobacteriana às vezes provoca obstrução brônquica e bronquiectasias focais. À medida que a inflamação contínua altera a anatomia das vias respiratórias, bactérias patogênicas (às vezes incluindo micobactérias) colonizam as vias respiratórias.

Haemophilus influenzae Moraxella catarrhalis Pseudomonas aeruginosa Staphylococcus aureus Streptococcus pneumoniae Flora mista Micobactérias não tuberculosas

A colonização por S. aureus está fortemente associada à fibrose cística; uma cultura positiva para S. aureus deve levar à suspeita de fibrose cística não diagnosticada. Além disso, a colonização por P. aeruginosa tende a indicar doença grave e prediz desfechos piores, incluindo maior risco de exacerbações, hospitalização, baixa qualidade de vida, declínio rápido na função pulmonar e morte.

  • A colonização por múltiplos organismos é comum.
  • A resistência a antibióticos é uma preocupação em pacientes que exigem cursos frequentes de antibióticos para o tratamento das exacerbações.
  • A colonização por organismos resistentes a múltiplos fármacos pode levar à inflamação crônica de baixo grau das vias respiratórias.

Essa inflamação pode evoluir e causar exacerbações recorrentes e piorar a limitação das vias respiratórias nos testes de função pulmonar.

1. Cole PJ : Inflammation: a two-edged sword—the model of bronchiectasis. Eur J Respir Dis Suppl 147:6–15, 1986.

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O que quer dizer Peribronquico?

Que está situado ou que se forma à volta de um brônquio.
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O que acontece em um pulmão quando há atelectasia?

O Que Significa Espessamento Dos Bronquios https://telemedicinamorsch.com.br/wp-content/uploads/2022/01/atelectasia_pulmonar_podcast_morsch.mp3 A atelectasia pulmonar decorre de obstruções aos alvéolos, que são pequenas bolsas responsáveis pelas trocas gasosas. Por causas diversas, essas estruturas acabam se fechando. O Que Significa Espessamento Dos Bronquios Nas próximas linhas, vou explicar mais sobre essa condição, incluindo informações sobre causas, diagnóstico e tratamento para evitar agravos à saúde. Acompanhe!
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